Fundos ESG ganham força no Brasil: o que isso sinaliza para empresas e investidores?

Enquanto o fluxo de capital destinado a fundos ESG diminui nos EUA e na Europa, o Brasil registra um movimento oposto. Nos primeiros cinco meses de 2025, os fundos ESG brasileiros captaram R$ 6,22 bilhões, levando o patrimônio sob gestão a R$ 34 bilhões – uma alta de 28% em relação ao ano anterior.

Essa dinâmica evidencia uma transformação estrutural no mercado financeiro brasileiro e reforça a necessidade de empresas se prepararem para atender às novas expectativas de investidores e reguladores.

Panorama global: retração no exterior, expansão no Brasil

O levantamento da NeoFeed, com dados do Itaú BBA, revela que:

Nos EUA: fundos ESG registraram resgates de US$ 6,1 bilhões apenas no 1º trimestre de 2025, segundo a Morningstar.
Na Europa: os resgates somaram US$ 1,2 bilhão no mesmo período.

As causas? Pressões políticas, mudanças regulatórias e críticas sobre o real impacto dos fundos ESG (greenwashing).

No Brasil, porém, o cenário é diferente: a consolidação da regulamentação local e o apetite por renda fixa impulsionaram o setor.

A transformação do perfil dos fundos ESG no Brasil

De ações para renda fixa

Em 2022, 90% do patrimônio dos fundos ESG estava alocado em ações. Hoje, 78% está em renda fixa, enquanto fundos de ações tiveram resgates líquidos de R$ 1 bilhão (-12%).

O ambiente de juros altos favorece a preferência por instrumentos de renda fixa atrelados a estratégias ESG, o que demonstra uma sofisticação crescente do investidor brasileiro.

Critérios de exclusão rigorosos

  • 90% dos fundos ESG no Brasil adotam políticas de exclusão a setores como: Armas, carvão e tabaco.
  • 80% também evitam companhias com histórico de corrupção, trabalho infantil e jogos de azar.

Classificação IS e transparência

  • 76% dos fundos possuem classificação de Investimento Sustentável (IS), exigindo relatórios detalhados com: Emissões de carbono, políticas de diversidade e governança, acompanhamento de metas ESG.

Prioridades apontadas pelos gestores:

  • Ambiental: 57%
  • Governança: 44%
  • Social: 43%

Implicações para empresas brasileiras

Para captar recursos desses fundos, as empresas precisam estar preparadas para:

  • Adotar práticas ESG auditáveis: processos e indicadores claros para evitar acusações de greenwashing.
  • Publicar relatórios robustos: alinhados a padrões como GRI, IFRS S1/S2 e ISSB.
  • Atender critérios de exclusão: reestruturar cadeias de valor para eliminar riscos socioambientais.

Sem essas ações, o acesso a capital sustentável pode se tornar cada vez mais restrito.

Como o Legacy 3 apoia a preparação para esse cenário

O Legacy 3 oferece uma jornada ESG completa com base na ABNT PR2030, permitindo que empresas avancem na maturidade ESG e se tornem elegíveis para atrair fundos IS.

As 7 etapas do Legacy 3:

  1. Alinhamento estratégico ESG;
  2. Engajamento da liderança e stakeholders;
  3. Diagnóstico ESG e dupla materialidade;
  4. Planejamento estratégico com metas SMART;
  5. Implementação de planos de ação;
  6. Monitoramento com KPIs ESG;
  7. Relato e comunicação transparente.

Essa estrutura capacita as empresas a atenderem as demandas dos investidores e a se posicionarem como protagonistas na transição para uma economia de baixo carbono.

O crescimento dos fundos ESG no Brasil é um sinal inequívoco de que o mercado financeiro está redefinindo o conceito de valor. Sustentabilidade deixou de ser opcional: ela é hoje critério de investimento.

Sua empresa está pronta para acessar capital sustentável?
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