O Decreto nº 11.129/2022 regulamentou a Lei Anticorrupção, exigindo, por exemplo, que empresas com mais de 20 funcionários possuam um canal de denúncias ativo e eficaz.
Assista ao vídeo e descubra como construir um Sistema de Gestão de Compliance robusto, capaz de blindar sua empresa contra fraudes, perdas financeiras e crises de reputação.
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As mudanças que afetarão tudo
O cenário regulatório e empresarial brasileiro está passando por uma transformação profunda.
O que antes era visto como “boa prática” ou diferencial competitivo, hoje se tornou exigência mínima para qualquer organização que deseja crescer com segurança, reputação e acesso a grandes mercados.
Nos últimos anos, o Brasil atualizou importantes marcos legais que afetam diretamente o modo como as empresas precisam estruturar sua governança e integridade:
O Decreto nº 11.129/2022 regulamentou a Lei Anticorrupção, exigindo, por exemplo, que empresas com mais de 20 funcionários possuam um canal de denúncias ativo e eficaz.
A Lei nº 14.133/2021, conhecida como a Nova Lei de Licitações, passou a exigir programas de integridade estruturados para empresas que desejam contratar com o poder público — com exigências cada vez mais ampliadas por estados e municípios.
E a partir de 2026, entram em vigor no Brasil os padrões internacionais IFRS S1 e S2, que obrigam empresas de capital aberto a reportarem publicamente seus riscos de governança, integridade e sustentabilidade — impactando também toda a cadeia de fornecedores e parceiros.
Ou seja: mesmo empresas privadas serão exigidas a demonstrar controles, políticas e evidências reais de conformidade.
O custo invisível da ausência de integridade
De acordo com o Report to the Nations 2022, publicado pela ACFE (Association of Certified Fraud Examiners) — a principal autoridade mundial em investigação de fraudes corporativas — as empresas perdem, em média, 5% de sua receita anual com fraudes internas, má conduta, desvios e erros relacionados à falta de controle e conformidade.
Fraudes internas não são exceção — são recorrência
Segundo o relatório da ACFE, os casos mais comuns envolvem:
Abuso de poder por parte de lideranças
Falta de segregação de funções
Pagamentos não autorizados
Vícios em contratações de fornecedores
Uso indevido de recursos da empresa
Manipulação de dados e relatórios
Essas práticas ocorrem com mais frequência em empresas que não possuem um Sistema de Gestão de Compliance formalizado e ativo — ou que possuem apenas “documentos de gaveta”, sem aplicação prática e monitoramento contínuo.
Ignorar essas mudanças é se expor a riscos cada vez mais caros
Fraudes internas, processos judiciais, exclusão de concorrências, rompimento de contratos e, acima de tudo, prejuízos reputacionais que levam anos para serem reparados.
Ao mesmo tempo, empresas que investem em sistemas de compliance estão sendo valorizadas pelo mercado, ganhando vantagem em processos seletivos, se tornando mais atraentes para investidores e fortalecendo sua cultura organizacional.
A mesma pesquisa mostra que empresas com sistemas de compliance estruturados e ativos conseguem:
Reduzir em até 50% o valor médio das perdas por fraude
Detectar irregularidades mais rapidamente
Criar uma cultura de ética e responsabilidade, que desencoraja condutas de risco desde a base
Por isso, implementar um Sistema de Gestão de Compliance não é apenas uma exigência legal ou reputacional — é uma decisão estratégica de proteção patrimonial e sustentabilidade do negócio.
É um sistema completo, prático e acessível que ajuda você a implementar, do zero, um Sistema de Gestão de Compliance sólido, alinhado às principais normas nacionais e internacionais. E preparando a sua empresa para as demandas crescentes do mercado.
Conheça os 09 pilares da alta eficácia de um sistema de gestão de compliance.
A integridade começa no topo. É a liderança quem define a cultura ética da organização e garante recursos, prioridade e exemplo.
Identifique vulnerabilidades que podem expor sua empresa a fraudes, corrupção ou não conformidades. Um bom compliance começa com um diagnóstico claro.
Códigos de conduta, manuais e diretrizes que orientam o comportamento esperado de colaboradores, parceiros e fornecedores.
Ferramentas, processos e mecanismos de monitoramento que evitam erros, fraudes e garantem a execução correta das atividades.
Não basta ter regras — todos precisam entender e praticar. A capacitação contínua fortalece o engajamento e reduz riscos.
Avaliação de integridade de terceiros, fornecedores e parceiros antes e durante os relacionamentos comerciais, evitando associação com riscos ocultos.
Espaço seguro, anônimo e acessível para que colaboradores e terceiros possam relatar irregularidades com confiança e proteção.
Procedimentos eficazes e imparciais para apurar denúncias e indícios de má conduta com responsabilidade e sigilo.
Compliance não é um projeto. É um processo. Reavaliar, ajustar e aprimorar o sistema é essencial para garantir eficácia e credibilidade ao longo do tempo.